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                                               ENGENHARIA                                                

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A Engenharia é a arma que apóia a mobilidade, contramobilidade e a proteção, caracterizando-se como fator multiplicador do poder de combate.
A Arma de Engenharia está ramificada em Engenharia de Combate e Engenharia de Construção.
A Engenharia de combate apóia as armas-bases, facilitando o deslocamento das tropas amigas, lançando pontes e portadas, reparando estradas, eliminando os obstáculos à progressão e, ainda, dificultando o movimento do inimigo. Em uma operação de transposição de cursos de água (obstáculo de grande envergadura) a manobra está diretamente atrelada a Engenharia.
A Engenharia de Construção, em tempo de paz, colabora com o desenvolvimento nacional, construindo estradas de rodagem, ferrovias, pontes, açudes, barragens, poços artesianos e inúmeras outras obras.

 

                               ATIVIDADES DURANTE O CURSO                               

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. Montagem e operação de uma equipagem de passadeira, com o objetivo de apoiar a arma-base na transposição de um curso d´água obstáculo.

. Utilização de Ponte Pesada para transpor o comboio de viaturas em operações de combate.

. Instrução de navegação a motor em bote pneumático.

. Instrução em conjunto com a Arma de Infantaria (Operação Ribeirinha).

. Instrução de organização do terreno, lançando obstáculos de arame farpado (concertina).

. Instrução de detecção de minas em área minada.

. Operação do dispositivo RAMBS, para abertura de trilha em área minada.

. Instrução de tratamento de água em campanha.

. Instrução de manutenção e construção de estradas.

. Instrução de equipamento de engenharia.

. Instrução de Montagem e Operação da Portada Leve.

. Instrução com a equipagem M4T6.

. Instalação de carga explosiva com explosivo plástico.

. Disputa da tradicional Regata da Engenharia, entre alunos da Engenharia.

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                                   PATRONO DA ENGENHARIA                                  

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Ten Cel João Carlos de Villagran Cabrita

Nascido em dezembro de 1820, na Província Cisplatina, quando se encontrava anexada ao Brasil, João Carlos de Villagran Cabrita incorporou-se ao Exército Brasileiro como Cadete. Desde cedo, notabilizou-se pelo seu valor intelectual e técnico-profissional, vindo mais tarde a imortalizar-se nas gerações de engenheiros militares, pelos seus feitos gloriosos. Participou da criação da primeira unidade de Engenharia do Exército, partindo com ela para o Teatro de Operações da Guerra da Tríplice Aliança, em junho de 1865. Já no ano seguinte, como Major, Villagran assumiu o Comando do 1º Batalhão de Engenharia. Foi liderando mais de 900 homens de seu batalhão, na madrugada do dia 10 de abril de 1866, que ele protagonizou uma das mais memoráveis façanhas de nossa História Militar. Transpôs, com sua tropa, o caudaloso Rio Paraná, a fim de combater o oponente em seu próprio território – fato que ainda não havia ocorrido naquele conflito – iniciando, com isso, a tradição de pioneirismo da Arma Azul-Turquesa. A luta foi intensa, mas o esforço não foi em vão. A impecável atuação da Esquadra Brasileira e o destemor dos soldados de Villagran Cabrita tornaram a vitória iminente. Eram sete horas da manhã quando, finalmente, as notas dos clarins do batalhão encheram os céus com o toque da vitória. O lamentável, no entanto, estaria por acontecer. Villagran, depois da missão cumprida, enquanto redigia a Parte de Combate a bordo de um lanchão, foi atingido, por volta das 14 horas, por um estilhaço de artilharia que lhe ceifou a vida com menos de 46 anos de idade. Uma brilhante carreira foi interrompida, mas o herói não foi esquecido. Com justiça, sua imortalidade foi registrada com a escolha para Patrono da Arma de Engenharia, eternizando seu exemplo e transmitindo, ao longo do tempo, seus ideais de luta e de vitória aos nobres engenheiros. O 10 de abril não é a data de seu aniversário; é, antes, a comemoração de seu nascimento para a História. Os engenheiros de hoje podem ostentar com orgulho o seu castelo lendário – abrigo perpétuo e sagrado das tradições e dos feitos de seu insigne Patrono.

Noticiário do Exército Nr 10.063, de 10 de Abril de 2003.

 

                                     CANÇÃO DA ENGENHARIA                                    

Letra: 2° Ten Aurélio de lyra Tavares 
Música: Cadete Hildo Rangel

Quer na paz, quer na guerra, a Engenharia
Fulgura, sobranceira, em nossa história
Arma sempre presente, apóia e guia
As outras Armas todas à vitória.

Nobre e indômita, heróica e secular
Audaz, na guerra, ao enfrentar a morte,
Na paz, luta e trabalha, sem cessar,
Pioneira brava de um Brasil mais forte.

O castelo lendário, da Arma azul-turquesa
Que a tropa ostenta, a desfilar, com galhardia
É um escudo de luta, é o brasão da grandeza
E da glória sem fim, com que forja a defesa
E é esteio, do Brasil, a Engenharia.


Face aos rios ou minas, que o inimigo
Mantém, sob seu fogo, abre o engenheiro
A frente para o ataque e, ante o perigo,
Muitas vezes, dos bravos é o primeiro.

Lança pontes e estradas, nunca falha,
E em lutas as suas glórias ressuscita,
Honrando, em todo o campo de batalha,
As tradições de Villagran Cabrita.

O castelo lendário, da Arma azul-turquesa
Que a tropa ostenta, a desfilar, com galhardia
É um escudo de luta, é o brasão da grandeza
E da glória sem fim, com que forja a defesa
E é esteio, do Brasil, a Engenharia.

Retirado do Livro Hinos e Canções Militares, Edição de 1976.

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